Medição

O eterno problema da medição

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Em 2010 num artigo da Briefing intitulado Como medir  impacto das RP escrevia-se:

«Em Portugal, o ROI (Return on Investment ou Retorno sobre investimento) é, como em muitos outros países, um instrumento comum das agências de comunicação, como forma de mostrar ao cliente, de forma palpável, o trabalho desenvolvido pelas empresas junto dos meios de comunicação. No entanto, este método tem, muitas vezes, sido alvo de polémica, nomeadamente por se basear no cálculo do Advertising Value Equivalent (AVE). O AVE consiste na determinação do valor monetário das notícias, tendo por base a quantificação do custo publicitário de um milímetro quadrado em cada publicação. As tabelas de publicidade das publicações são assim utilizadas como fontes de cálculo. No Reino Unido, a administração britânica recomendou que as avaliações de operações de Relações Públicas do governo deixem de considerar este método e o Central Office of Information, responsável por estas comunicações, considerou que “este sistema não pode ser utilizado para medir o valor das relações públicas, porque está a medir um produto diferente: a publicidade”.
Na sua forma mais pura, o ROI seria o rácio entre os ganhos e os custos, no entanto, este cálculo poderá ter por base diversos outros factores, para quantificar o retorno de investimento resultante do tempo e espaço ocupado por determinadas mensagens de uma empresa nos media e não apenas o AVE. (…) Segundo os resultados da 1st European Summit on Measurment, que teve lugar em Junho de 2009 na cidade de Berlim, 88% dos profissionais da área da comunicação e relações públicas ao nível europeu acreditam que “medir os efeitos é crucial”. A grande maioria concorda também com a utilização do ROI, por este prestigiar o seu trabalho e, consequentemente, aumentar o orçamento das contas. Os resultados da conferência confirmaram a apresentação do clipping como o instrumento mais utilizado pelas consultoras, seguido pela contabilização do ROI. Segundo referem especialistas da empresa Metrica, os PR Values e Editorial Value Equivalent, que têm sido muito debatidos no Reino Unido como alternativas ao AVE, são considerados “demasiado complexos de averiguar”. Outra forma de contornar o ROI, seria o recurso ao cost of reach, que contabiliza o número de pessoas alcançadas na audiência pretendida ou o clássico recurso às sondagens, consideradas, demasiado dispendiosas (…)».

Na verdade, há anos que se discute a necessidade de criação de elementos de medição concretos para a atividade de Relações Públicas. A falta de consenso tem imperado até porque escasseiam resultados palpáveis. Nuno Silva, no artigo Está o AVE a colocar as Relações Públicas num coma? lembra:

A reputação de uma organização é o melhor indicador da performance da actividade de relações públicas, pois define a expectativa que os stakeholders têm da organização e a qualidade da sua relação. Parece-me óbvio que a construção de instrumentos de avaliação baseados na reputação organizacional é um caminho válido. No entanto, este caminho não é universal e os instrumentos devem ser adaptados à realidade de cada organização.

O cenário parecia mudar com o surgimento das redes sociais e as possibilidades tecnológicas de contabilização. Porém, como se mede a reputação? Qual o melhor método para verificar o sucesso de uma ação? Como fazer realmente análise de conteúdo? E como lidar com o excesso de informação?

Para ajudar a encontrar um caminho vejam o vídeo Measuring Social Media

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Social Media Marketing – 26/03 – Isvouga MKT Sessions

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A quinta edição ISVOUGA MARKETING SESSIONS vai discutir a importância do universo Social Media no Marketing. A 26 de Março, Helder Falcão e Vasco Marques são os oradores. Às 19h, no auditório do Isvouga, em Santa Maria da Feira 

Inscrição obrigatória pelo email: marketing.sessions@est.isvouga.pt .

ENTRADA LIVRE

Mais pormenores vão sendo actualizados no blogue ISVOUGA MKT SESSIONS

Potencial publicitário e figuras públicas

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A Marktest divulgou em Março último um estudo sobre as Figuras Públicas e as Marcas em Portugal, usando para o efeito as campanhas publicitárias realizadas ao longo de 2010. A empresa criou um índice de potencial publicitário baseando-se em critérios como a associação das figuras públicas a atributos pessoais tais como competência, beleza ou honestidade, só para citar os dos três primeiros classificados. Outras personalidades destacam-se em outros atributos: como Manzarra, na juventude, ou Cristiano Ronaldo, no talento.
«Na aferição da opinião dos portugueses sobre figuras públicas, foi realizado um estudo de opinião junto de indivíduos com 15/64 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra foi constituída por 1151 entrevistas realizadas através de recolha online que utilizou um questionário de auto-preenchimento», refere a nota informativa que acompanha a divulgação do projecto.

O que é necessário para se tornar «a PR Person»

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Paciência, congenialidade (empatia?), agressividade controlada, pensamento crítico, nervos (ansiedade), habilidade comunicacional e simplicidade, sede de conhecimento e ética são alguns dos ingredientes para TO BE A PR PERSON, em termos de competências humanas. No que concerne às competências profissionais destaque para: domínio da escrita; oralidade, domínio das ferramentas da internet, nomeadamente, a capacidade de pesquisa e selecção da informação que realmente interessa. Por último, o multitasking.

Email marketing e a lei

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A 26 de Maio decorre no Tagus Park, em Oeiras, um seminário intitulado «Subir o ROI do email sem violar a lei?»
O evento é gratuito mas obriga a inscrição prévia.
O que representa o email para o Web Marketing? é o ponto de partida, às 14h. Os temas seguintes são: As implicações legais do Email Marketing; Permission Marketing: Bases de Dados de Aluguer; A taxa de entregas e o SPAM Score, para terminar com um Caso de Estudo Empresarial.

«As consciências elevam-se e finalmente o mercado percebe que uma estratégia de email marketing é muito mais que uma base de dados e o MS Outlook. Por essa razão impõe-se um evento que cruze as questões legais, com as questões de marketing e usabilidade».