Escrita

Para Pensar e/ou Rir.2

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Cartoon Dilbert – janeiro 2014 – jornal I

E sobre a comunicação nas organizações: como explicar a alguém que enviou um email idiota, escrito com os pés?

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A propósito de Olho Nu, versão de 2009

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ney matogrosso 

O camaleão

Foi a apresentação do documentário «Olho Nu», realizado por Joel Pizzini, um work in progress ainda por finalizar, que fez emergir um vulcão, no último dia do Festival de Cinema Luso-Brasileiro (em 2009). Até ele estava mais solto, depois de dias a desviar o olhar e a esconder as mãos nos bolsos, enterrado no mesmo gorro, amigo protector dos dias frios de Dezembro, em Santa Maria da Feira. O filme-canção resulta de um projecto de um documentário para a televisão a partir do arquivo pessoal com documentos e gravações guardados pelo cantor ao longo de quatro décadas.

Em «Olho Nu» vemos imagens da preparação do espectáculo «Inclassificáveis», uma digressão que o trouxe a Portugal, em 2008. Pizzini procurou dar voz à «linguagem musico-corporal», até porque em palco «ele cresce de tamanho, torna-se imenso». Isto apesar de na tela ouvirmos a mãe a dizer como ele era pequenininho «1,5 kg e tinha 50 centímetros», nascido com oito meses de gestação. Seria urgência em existir? Vemos o dueto com Chico Buarque, recorda-se a amizade com Caetano Veloso num dia na praia. Apesar da fama de libertário, até é certinho. Pizzini acha mesmo que ele apenas deu uma entrevista na vida. Tudo o resto é repetição. Neste filme documentário Matogrosso lembra o pai, chocado e assustado, quando o viu pela primeira vez na televisão. «Ficou ele e todos os pais do país», brinca o cantor. E ficamos a saber que aos 21 anos era um rapaz ingénuo que acordou para o mundo quando trabalhou no hospital militar de Brasília. Aí entrou em contacto com a morte e se tornou «humano». Na figura ousada, há um tabu: não fala dos amores. Resguarda-se.

O ritual

Ao longo da exibição do filme há um vaivém de quadris. As frases do próprio Ney Matogrosso revelam os medos e inseguranças. Nada faz de improviso. «Tudo é ensaio», confirma. Na verdade, em «Olho Nu» vemos repetidamente a metamorfose. O homem de calças de ganga, t-shirt e sapatilhas passa a imperador Inca e exibe o corpo esguio, num fato transparente tatuado com motivos dos índios Xingu. Há a pose de provocador e o olhar penetrante para o público. Esvoaçam penas, plumas e brilham lantejoulas. Parece avestruz, leão, sereia. Há uma sucessão de rituais: várias vezes o vemos a pintar os olhos de negro, aqueles que um dia alguém apelidou de «atormentados», para depois o vermos com o mesmo gesto na hora de limpar, um regresso à normalidade. «Sou atormentado?», pergunta. «Não, sou esquizofrénico». Até porque o animal de palco é uma invenção. Mas quando se olha ao espelho «é outra pessoa», ou melhor «reflecte várias», uma «manifestação artística» que no «fim do espectáculo acabou». Em que é que ficamos?

«Adoro ser subversivo em todos os momentos e governos. Eu só sei ser subversivo» e não tem ilusões com governantes ou nunca sentiu nenhuma atracção pelo poder.

Com fama de descarado atira: «não tenho corpo bonito. Mas uso como se fosse». Não gosta do exibicionismo na rua. A intimidade deve ficar circunscrita aos lugares certos. Na tela vemos os pés. Há pedaços de corpo, o artista em apoteose em cima do palco e as mãos elevam-no ao céu. Não se deixa cegar pelos holofotes. Ao vivo e a cores, o olhar desce. Na tela, mais uma pose. Desce do palco. Circula descalço junto de uma plateia em êxtase. Ali ao meu lado, tem o olhar concentrado, nem pestenaja, e as mãos enlaçadas. Volto ao ecrã e ouve-se mais uma recordação: como «falava fininho», durante muito tempo pensou que «era defeito». Em relação à Sida, teve sorte. E não se espantaria que descobrissem realmente que foi uma invenção de laboratório. «O ser humano é capaz de tudo». Mais de metade dos amigos foram embora. «Eu fiquei».

No fundo, quer ser normal. Por isso estranha quando o interpelam e lhe perguntam como é que toma banho no final de um espectáculo. «Nu. Simplesmente». E como é que queriam que fosse?

 Andreia Fernandes Silva. dez 2009

PS:. A 8 de Dezembro, Olho Nu, versão final encerra o festival Luso Brasileiro de 2013.

 

Boas práticas da escrita: no jornalismo e no marketing

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No artigo «7 lessons content marketers can learn from journalists» Daniel Chioco identifica algumas lições que os marketeers deviam aprender com os jornalistas na elaboração de conteúdos. Antes de mais deve-se sublinhar a importância de escrever bem, com frases fluídas e que não causem ambiguidade. Chioco acrescenta: escrever um bom título que incentive à leitura, aprofundar o tema, pesquisar detalhes interessantes ou procurar um ângulo diferente, estar actualizado e a par das últimas novidades, ser conciso e acima de tudo escrever informação de qualidade. Até porque:

News stories are some of the most widely shared pieces of content on any given day, especially as consumers are becoming more opinionated on various topics, and eager to share their opinions. These news pieces are a content strategy that has the ability to go viral, and can inevitably help similar pieces find virality as well.

 

 

Escrever «underpressure»…

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As propostas de Lindsey Olson para saber escrever sobre pressão. Ler AQUI na íntegra.

PR people do more writing each day than they may realize — from the expected stuff, like press releases, contributed articles, bios, speaker proposals, award submissions, case studies and pitch letters to other forms of communication like blog responses and emails offering client counsel.  Then there′s the way we represent ourselves with social media — the profile updates and community contributions or perhaps the blog posts we write.  While it′s important that all of these written communications be sharp, smart and clear, many are done on the fly or with an expected tight turnaround.

From my experience, here are a few tips for writing well under pressure:

  1. Get rid of distractions — close down a few Windows on your screen, close the door to your office or settle into someone else′s office or a conference room.  Tune out the buzz around you so that you can focus on getting the job done.
  2. Just do it — stuck on finding the perfect opening or headline?  Sometimes it′s best to just start writing and get the juices flowing, then go back to edit later.  One of my supervisors once told me that the key to writing in PR is to think about the news you are trying to communicate and imagine two old men sitting on a bench communicating it for you; the point was that if you could imagine their conversation you would have your headline, your sub-headline and your supporting arguments.
  3. Break it down — if the idea of writing an entire piece right now is overwhelming, create smaller, more do-able “homework” assignments.  When I′m really stuck and not motivated to write something that really needs to get done, I set a schedule for myself.  For instance, I′ll tell my lazy self that I must write for the next 30 minutes and then reward myself with another, more desirable activity.
  4. Start with the easy stuff —maybe thinking of a fresh way to write the CEO′s quote in a press release eludes you, but you can easily write the fact-filled introductory paragraph and company boilerplate paragraphs.  Doing so makes it look like you′ve written more than you have and could be the inspiration you need.
  5. Imagine what the reader will think — every piece of communication you write has an intended audience.  Put yourself in their shoes for a second and think about what they want to know, what their first question will be upon reading your headline or opening line or what their reaction will be to your news.
  6. Take a break — this kind of flies in the face of my first few tips where I suggest just focusing on the matter at hand, but honestly some of my best ideas come when I switch gears for a short time and get up from my desk to do something different.
  7. Keep a diary — a lot of writing experts recommend this because it gets you in the habit of writing, gets the ideas to appear on paper and is a fabulous way to get a sense of your writing style.
  8. Read — I recall a saying that good writers are good readers, probably because reading a variety of materials will expand your vocabulary, open you to new ideas and keep you current.

What are your tips for writing under pressure?

Mindshake: agitar antes de usar

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Termina hoje o prazo para inscrição na semana do pensamento criativo – MINDSHAKE – no Porto. De 4 a 8 de Julho vários workshops prometem «agitar» mentes. Programa e detalhes AQUI.

O que é necessário para se tornar «a PR Person»

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Paciência, congenialidade (empatia?), agressividade controlada, pensamento crítico, nervos (ansiedade), habilidade comunicacional e simplicidade, sede de conhecimento e ética são alguns dos ingredientes para TO BE A PR PERSON, em termos de competências humanas. No que concerne às competências profissionais destaque para: domínio da escrita; oralidade, domínio das ferramentas da internet, nomeadamente, a capacidade de pesquisa e selecção da informação que realmente interessa. Por último, o multitasking.

Escrevi(ver) III

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strong>Dicas para escrever mais e melhor

No artigo 10 Words That Should Never Appear on Your Website, são elencados os termos que não devem constar num website.

*“Innovative.” Just about every company claims to be innovative. Most aren’t. You don’t have to be innovative to be successful. But if you truly are innovative, show me. Describe products you developed. Describe processes you modified. Give me something real — then I’ll know you’re innovative.
*“Service provider.” Everyone who meets a need is a service provider. When I fill up my car the gas station is a service provider: I need gas, the station provides it. “Service provider” says nothing. (…) use plain language and tell me what you really do.
*“Proven track record.” Almost every company has a track record. It may be good, it may be bad, but everyone’s track record is proven. Give me facts and figures instead. Share on-time performance rates, or waste percentages, or under-budget statistics… let your track record be proven by your achievements.
*“Unique blend of…” If you’re KFC your recipe may be a unique blend of herbs and spices. Otherwise, someone, somewhere, is also doing what you do. You may do it a little better, but you aren’t unique. Describe why you’re better. *“World-class.” Usain Bolt: world-class sprinter. Lindsey Vonn: world-class skier. Makes sense — but what is a world-class company? Who defines world-class?
*“Collaborative approach.” You won’t just decide what’s right for me and force me to buy it? Wow! If your process is designed to take my input and feedback, tell me how that works. Describe that process. Show me exactly how we’ll work together. Don’t just claim we will.
*“Outstanding customer experiences.” Providing an outstanding customer experience is important; if you don’t, you’ll fail. The problem with this term is it describes a general phenomenon. How will my experience be outstanding? Tell me what I can expect that will make my experience so outstanding.
*“Dynamic.” If you’re “vigorously active and forceful,” I prefer you stay away from me.
*“Myriad solutions.” This phrase is everywhere. I think the intent is to say, “Boy, we do a lot of stuff.” To me it comes across as, “Basically, we’ll do anything you are willing to pay us to do because we haven’t figured out our business model yet.” (…) don’t talk about solutions. I want you to solve my problem; tell me how you will. Solutions has become a buzzword and is therefore meaningless.
*“Results oriented.” Really? I will get what I pay for? Wow — I assumed you would focus on something more important than results. Thanks for letting me know!

Adjectives are great but only if specific, descriptive, and directly applicable to what you do. Use plain language, avoid generalities, and skip the hyperbole.
If you paint houses, don’t say you are a “leading provider of exterior and interior surface renovation, repair, and beautification services.” Say you paint houses and tell me why I should trust you to paint mine. Potential customers — and the search engines — will like you a lot better.