criatividade

Educação para os media no NATIVOS DIGITAIS

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Fomentar a competência da literacia mediática é uma obrigação do ensino? Como a promover? Porque é importante saber distinguir a informação de publicidade? A educação para os media é formar a capacidade crítica e autónoma para lidar com as mensagens mediáticas, resume Manuel Pinto, investigador da Universidade do Minho. Sabemos consumir e ser media?informa e chama a atenção para alguns aspetos desta problemática.

Para que servem as mãos?

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A Companhia de Teatro de Marionetas Mandrágora envolveu-se numa campanha de alerta à violência. Ver o vídeo Para que servem as mãos?

Um projeto que visa identificar a violência entre crianças e as suas consequências, e também consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus tratos na infância. O projeto procura estimular e favorecer nas crianças a expressão de uma visão crítica do mundo. 

RESUMO HISTÓRICO

Para que Servem as Mãos” foi realizado 27 vezes em 23 locais distintos para um público de 1665. Na sua digressão, participou em 2 festivais e encontros.

A propósito de Olho Nu, versão de 2009

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ney matogrosso 

O camaleão

Foi a apresentação do documentário «Olho Nu», realizado por Joel Pizzini, um work in progress ainda por finalizar, que fez emergir um vulcão, no último dia do Festival de Cinema Luso-Brasileiro (em 2009). Até ele estava mais solto, depois de dias a desviar o olhar e a esconder as mãos nos bolsos, enterrado no mesmo gorro, amigo protector dos dias frios de Dezembro, em Santa Maria da Feira. O filme-canção resulta de um projecto de um documentário para a televisão a partir do arquivo pessoal com documentos e gravações guardados pelo cantor ao longo de quatro décadas.

Em «Olho Nu» vemos imagens da preparação do espectáculo «Inclassificáveis», uma digressão que o trouxe a Portugal, em 2008. Pizzini procurou dar voz à «linguagem musico-corporal», até porque em palco «ele cresce de tamanho, torna-se imenso». Isto apesar de na tela ouvirmos a mãe a dizer como ele era pequenininho «1,5 kg e tinha 50 centímetros», nascido com oito meses de gestação. Seria urgência em existir? Vemos o dueto com Chico Buarque, recorda-se a amizade com Caetano Veloso num dia na praia. Apesar da fama de libertário, até é certinho. Pizzini acha mesmo que ele apenas deu uma entrevista na vida. Tudo o resto é repetição. Neste filme documentário Matogrosso lembra o pai, chocado e assustado, quando o viu pela primeira vez na televisão. «Ficou ele e todos os pais do país», brinca o cantor. E ficamos a saber que aos 21 anos era um rapaz ingénuo que acordou para o mundo quando trabalhou no hospital militar de Brasília. Aí entrou em contacto com a morte e se tornou «humano». Na figura ousada, há um tabu: não fala dos amores. Resguarda-se.

O ritual

Ao longo da exibição do filme há um vaivém de quadris. As frases do próprio Ney Matogrosso revelam os medos e inseguranças. Nada faz de improviso. «Tudo é ensaio», confirma. Na verdade, em «Olho Nu» vemos repetidamente a metamorfose. O homem de calças de ganga, t-shirt e sapatilhas passa a imperador Inca e exibe o corpo esguio, num fato transparente tatuado com motivos dos índios Xingu. Há a pose de provocador e o olhar penetrante para o público. Esvoaçam penas, plumas e brilham lantejoulas. Parece avestruz, leão, sereia. Há uma sucessão de rituais: várias vezes o vemos a pintar os olhos de negro, aqueles que um dia alguém apelidou de «atormentados», para depois o vermos com o mesmo gesto na hora de limpar, um regresso à normalidade. «Sou atormentado?», pergunta. «Não, sou esquizofrénico». Até porque o animal de palco é uma invenção. Mas quando se olha ao espelho «é outra pessoa», ou melhor «reflecte várias», uma «manifestação artística» que no «fim do espectáculo acabou». Em que é que ficamos?

«Adoro ser subversivo em todos os momentos e governos. Eu só sei ser subversivo» e não tem ilusões com governantes ou nunca sentiu nenhuma atracção pelo poder.

Com fama de descarado atira: «não tenho corpo bonito. Mas uso como se fosse». Não gosta do exibicionismo na rua. A intimidade deve ficar circunscrita aos lugares certos. Na tela vemos os pés. Há pedaços de corpo, o artista em apoteose em cima do palco e as mãos elevam-no ao céu. Não se deixa cegar pelos holofotes. Ao vivo e a cores, o olhar desce. Na tela, mais uma pose. Desce do palco. Circula descalço junto de uma plateia em êxtase. Ali ao meu lado, tem o olhar concentrado, nem pestenaja, e as mãos enlaçadas. Volto ao ecrã e ouve-se mais uma recordação: como «falava fininho», durante muito tempo pensou que «era defeito». Em relação à Sida, teve sorte. E não se espantaria que descobrissem realmente que foi uma invenção de laboratório. «O ser humano é capaz de tudo». Mais de metade dos amigos foram embora. «Eu fiquei».

No fundo, quer ser normal. Por isso estranha quando o interpelam e lhe perguntam como é que toma banho no final de um espectáculo. «Nu. Simplesmente». E como é que queriam que fosse?

 Andreia Fernandes Silva. dez 2009

PS:. A 8 de Dezembro, Olho Nu, versão final encerra o festival Luso Brasileiro de 2013.

 

Pode o jornalismo sobreviver?

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new york mag

Information is a social need. Paper is an aesthetic preference. So if the news about New York magazine means that I get more of it, but digitally, I’m happy for now. I like the New York I can hold in my hands. But what really matters is the New York state of mind.

É desta forma que James Poniewozik, no artigo «Don’t Cry for New York Magazine and Journalism (Yet, Anyway)», aborda a mudança de estratégia de uma das revistas icónicas da Big Apple – New York Magazine – ao passar de semanal a quinzenal, um sinal dos tempos e do contexto económico. O maior espanto é que a notícia é boa, isto porque, ao contrário do que se passa por cá, este órgão de comunicação social não prevê despedimentos:

New York is not laying off staff; in fact, it will be hiring staff for the magazine’s already busy website. It will plow the savings from printing less often into digital publishing. As a magazine–a physical thing–New York may be cutting back. As a news organization, it is–for now at least–growing. Palpable? Maybe not. But at least potentially thrilling.

A urgência do jornalismo (II)

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Um estagiário lança revista inovadora que é também um alerta para a exploração de estagiários um pouco por todo o lado

Será publicado em outubro o primeiro número de uma revista que dá a voz aos estagiários e é um alerta para a forma como os estágios estão a ser usados para recrutamento continuado de mão de obra qualificada a custo zero, um pouco por todo o mundo. Porque as pessoas que trabalham merecem ser remuneradas e respeitadas na sua dignidade esta iniciativa  chama a atenção para um problema global que em muito tem contribuído para a exploração de jovens que não conseguem alternativa senão saltar de estágio em estágio.

Alec Dudson «acha que está na hora de quebrar o tabu sobre os estágios. Este modelo de trabalho não remunerado tornou-se, para o bem e para o mal, uma parte importante da nossa cultura laboral. Então é preciso trocar umas ideias sobre o assunto — e para isso nasceu a Intern Magazine, uma revista dedicada à vida e ao trabalho dos estagiários. O projecto já foi financiado através do Kickstarter e o primeiro número vai ser lançado em Outubro». Escreve-se no artigo publicado no JORNAL PÚBLICO da autoria de Andréia Azevedo Soares.

Para conhecer o projeto vá a INTERN MAGAZINE.

 

ALEC INTERN MAGAZINE

Boas práticas da escrita: no jornalismo e no marketing

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No artigo «7 lessons content marketers can learn from journalists» Daniel Chioco identifica algumas lições que os marketeers deviam aprender com os jornalistas na elaboração de conteúdos. Antes de mais deve-se sublinhar a importância de escrever bem, com frases fluídas e que não causem ambiguidade. Chioco acrescenta: escrever um bom título que incentive à leitura, aprofundar o tema, pesquisar detalhes interessantes ou procurar um ângulo diferente, estar actualizado e a par das últimas novidades, ser conciso e acima de tudo escrever informação de qualidade. Até porque:

News stories are some of the most widely shared pieces of content on any given day, especially as consumers are becoming more opinionated on various topics, and eager to share their opinions. These news pieces are a content strategy that has the ability to go viral, and can inevitably help similar pieces find virality as well.

 

 

…ó Ema deixa o papel…

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A marca francesa Le Trefle lembra num anúncio a importância do papel. Criado pela agência Leo Burnett Paris .

Sugestão de vídeo de Imagens de Marca.