competências

Espoleta ou despoleta?

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Porque usamos despoletar quando a palavra que devíamos usar é espoletar?

Vamos ao Ciberdúvidas esclarecer:

O verbo despoletar é formado do prefixo des- + espoletar, que significa pôr a espoleta em.

espoleta é um dispositivo que produz a detonação de cargas explosivas, como por exemplo uma granada, e também de projécteis; a espoleta é, também, um detonador.

Se tirarmos a espoleta a uma granada, quer dizer, se a despoletarmos, ela fica inactiva. Despoletar significa precisamente o contrário daquilo que pretendem significar as pessoas que empregam este verbo. E quem tem muita culpa disto é a RDP, a TV e os outros meios de comunicação, que, neste caso, nem sequer consultam o dicionário, porque não se interessam pela Língua Portuguesa.

Em suma:

Espoletar é “pôr a espoleta em” (detonar) e despoletar é “tirar a espoleta a” (tornar inactivo).

Fonte: Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

Cultura, economia e o desempenho das organizações

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Mahmood Reza, em The scorecard and the prism, recomenda dois modelos de gestão da performance particularmente relevantes para as organizações do sector da cultura e das artes: balanced scorecard e the performance prism [Mais informação sobre este modelo AQUI]. Deste modo, Reza recorda que:

«balanced scorecard was developed by Kaplan and Norton as an attempt to counter a rather narrow-minded approach to performance management that relied too heavily on financial measures. Its approach relies on the organisation defining key dimensions of performance for which discreet yet linked measures can be reported. The four categories or ‘perspectives’ are:

  • Customers: Identifying who the target customers are and what is the value proposition in serving them. Example measures could include returning customers, average spend per customer and customer satisfaction surveys.
  • Internal processes: These are the key processes which we must excel at to continue to add value for customers so that we can provide what they want and need. Example measures could include the number of projects completed on time and number of projects completed within budget.
  • Innovation and learning (or learning and growth): There is normally a gap between the current infrastructure of employee skills, information systems and organisational culture and the level necessary to achieve the desired results. The measures such as employee satisfaction, training, internal rewards and recognition should help close the gap. Example measures would include staff retention, staff absenteeism and the number of new shows.
  • Financial: The measures tell us whether our strategy execution and implementation, detailed through measures in the other perspectives, leads to improved bottom-line results. Typical measures would include cashflows, growth in earned income and cost efficiencies.

These measures represent a communication tool to employees and external stakeholders, and are the outcomes and performance drivers by which the organisation should achieve its mission and strategic objectives. A framework for the four perspectives helps describe the key elements of strategy and the framework is made up of objectives, measures, targets and initiatives.

Já no que concerne ao modelo que aposta no desempenho importa considerar todos os elementos da organização no que diz respeito à satisfação, contributo, estratégia, processos e capacidades.

The performance prism was devised by Cranfield University and is a model that considers all organisational stakeholders, without necessarily focusing on one single group. The organisation considers what its stakeholders need and want from the organisation, and consequently what the organisation needs and wants from its stakeholders. This stakeholder-driven model is a good fit for arts organisations.

There are five facets to the performance prism:

  • stakeholder satisfaction
  • stakeholder contribution
  • strategies
  • processes
  • capabilities.

The performance prism is distinct from other models in a number of ways. First, it is stakeholder-driven and not strategy-driven. Second, the concept of stakeholders is more inclusive and does not just consider shareholders. Third, customer success is seen as based on ‘successful’ partnerships and inter-relationships between the organisation and stakeholders. And fourth, measures can be generated and used for all levels within an organisation

When designing the prism, the five facets prompt specific questions (and answers):

  • Stakeholder satisfaction: Who are the key stakeholders and what do they want and need?
  • Strategies: What strategies do we need to put in place to satisfy the wants and needs of the key stakeholders?
  • Processes: What critical processes do we need to put in place to enable us to execute our strategies?
  • Capabilities: What capabilities do we need to put in place to allow us to operate, maintain and enhance our processes?
  • Stakeholder contribution: What contributions do we want and need from our stakeholders if we are to maintain and develop these capabilities?

These two models have aspects in common such as using a broad range of financial and non-financial key performance indicators, linking measures to objectives and what is important to an organisation, not just focusing on the financial measures. My preferred choice is the performance prism because it is stakeholder-driven and reflects the range and diversity of stakeholders that arts organisations work with. The important thing to remember is that an arts organisation needs to be able to answer the question of how it is doing objectively, and then manage what it measures.

O seu a seu dono. Esta informação foi partilhada pelo blogue gestão cultural.

Para Pensar e/ou Rir.2

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Cartoon Dilbert – janeiro 2014 – jornal I

E sobre a comunicação nas organizações: como explicar a alguém que enviou um email idiota, escrito com os pés?

O hábito da gratuitidade da informação online

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Imagem retirada de Portal Intera Mais

Com a internet, esse conjunto de nós interligados como diz Castells, habituamo-nos a ter acesso a quase tudo gratuitamente. Este império, também do efémero, foi mais um dos factores a colocar em perigo o jornalismo tradicional. Jornais e revistas procuraram marcar presença online e foram-se atrofiando ainda mais. À deriva e, acima de tudo, caindo no erro de pensar que a opção pelo digital diminuiria custos. Erro crasso. O meio digital exige mais recursos, alia texto, imagem, som e vídeo, obriga à contratação de profissionais que dominem os meios e tenham competências digitais. Deveriam ter apostado num serviço diferenciado, em boas reportagens, bem contextualizadas, com ligações para assuntos anteriores, boas imagens só garantidas por profissionais que mereçam ser bem pagos e por jornalistas que fuçam, desenterram assuntos, mas, também precisam de tempo para investigar e produzir conteúdos que façam com que os leitores sintam que vale a pena pagar para ser melhor servido. Tudo isto vem a propósito do artigo de Daniel Oliveira E se de repente a informação voltasse a ser paga? . Em resumo precisa-se de mais conteúdo (sumo), de mais qualidade, de mais criatividade e de mais investimento para que o leitor sinta que aquilo que lhe estão a fornecer vale a pena ser pago, porque não o vão encontrar em outro lado, porque acrescenta valor, é distinto.

E do rol de reflexões no texto  cuja ligação está ali em cima, destaco:

A cultura dos utilizadores da Net ainda é uma cultura de gratuitidade.

Porque produzir informação custa dinheiro. Não é o mesmo que espalhar coisas pelo facebook. É recolher, selecionar, verificar e tratar informação. O que exige profissionais, tempo e meios. E, curiosamente, continua a ser esta informação tratada por jornalistas que a maioria dos cidadãos usa para, mesmo através doutros meios como as redes sociais, se informar. Arrisco-me a dizer que nunca a informação produzida por jornalistas foi tão usada e nunca, desde que há imprensa comercial, rendeu tão pouco dinheiro. Por agora, não poderemos viver sem jornalismo – a não ser quem se contenta com correntes de emails populistas para se manter “informado”. Mas ainda não temos forma de manter a atividade jornalística economicamente sustentável. Sobretudo quando as empresas das tecnologias de informação vampirizam, sem custos, o trabalho dos órgãos de comunicação social.

E Daniel Oliveira fala das revoluções necessárias, algo que, no conjunto, são bem difíceis de alcançar:

A dos leitores: têm de se habituar à ideia de que se quiserem continuar a informar-se gratuitamente terão de ter como única fonte o “diz que disse”.

A da regulação: empresas que usam informação produzida por outros para obter lucro têm de pagar por ela.

A dos jornalistas: terão de provar que há uma diferença entre receber informação deles ou de um qualquer boateiro. Nunca a credibilidade, numa rede cheia de lixo, foi um bem tão valioso. E têm de produzir informação própria, não se limitando a usar as fontes institucionais (responsáveis pela esmagadora maioria da informação jornalística). Se os jornalistas se limitam a replicar as fontes, a cultura e os critérios das redes sociais não têm nenhuma vantagem sobre elas. São apenas mais lentos e menos flexíveis. Têm de adaptar-se ao digital, não repetindo o que funciona no papel mas não é seguro que funcione num site. Mas não repetindo um lugar comum por provar: não é verdade que a Net só aguente textos curtos e assuntos leves.

A dos empresários: para garantirem muito mais velocidade e qualidade, os sites exigem mais investimento (em tempo de crise e quando não têm retorno). E exigem, provavelmente, uma fronteira menos clara entre os vários meios do mesmo grupo (rádios, televisões, jornais), com os riscos que isto traz para o pluralismo de informação. E exigem ofertas inovadoras, que compensem a vontade de fazer assinaturas digitais. (…) E exigem outras formas de financiamento por experimentar. Quem conseguir ser o primeiro, o mais credível e o mais completo na rede sobreviverá neste meio onde a fidelidade dos leitores é muito mais volátil do que na imprensa.

A dos anunciantes: o imobilismo, a falta de imaginação e a falta de trabalho está a atrasar, em Portugal, a evolução dum meio que tem tudo para os favorecer. Não é preciso torturar os leitores com publicidade insuportavelmente intrusiva para ser eficaz. É preciso mais criatividade e trabalho de casa: a vantagem da rede é que permite direcionar a publicidade com mais eficácia e, em alguns casos, oferecer o produto no mesmo lugar onde ele é anunciado.

E também exige mais e melhores marketeers, publicitários, designers, etc. E todos mereçam ser pagos. Ou não?

Carta a um estudante de comunicação

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comunicação

Jovem, lamento informar mas vais ter uma vida profissional difícil.E quanto mais cedo encarares a realidade, melhor.

É com esta frase que Diogo Madeira da Silva inicia uma carta a um estudante de comunicação, publicada na Revista Meios & Publicidade que tem todo o interesse em ler com atenção, até porque ver escrito acentua a necessidade de se pensar bem primeiro na opção, ao mesmo tempo que serve de alerta para a urgência de uma competência: a literacia mediática.

Vais perceber que há diferenças entre as relações públicas das festas ou discotecas e a Comunicação Empresarial. Que Comunicação e Marketing são coisas diferentes, ainda que várias empresas chamem Marketing a Departamentos que apenas fazem Comunicação (ou nem isso). Vais perceber que nem todos os trabalhos passam por fazer campanhas inspiradoras ou gerir patrocínios a eventos de alto perfil e que nem todas as empresas são a EDP, a Vodafone ou a Red Bull.

A tua carreira pode seguir vários rumos, mas o princípio será duro. Até pode ser fácil arranjar um primeiro estágio, com sorte remunerado. Se estiveres apto para um estágio do IEFP será mais fácil ainda (tal como se tiveres amigos ou família que ajudem a desbloquear contactos). Podem-se seguir outros estágios, até, com sorte, começares a saltar de contrato em contrato. Vais perceber que há empresas que alimentam as áreas de Comunicação à base de estagiários. Vão-te pedir, exigir até, que sejas um super-homem. Que escrevas bem, sejas criativo, domines várias línguas para fazer traduções, sejas bom a gerir clientes, tenhas conhecimentos de design, web design, redes sociais, bases de dados, HTML, CSS, PHP, SEO, e por aí fora… Que sejas quatro funções numa só, uma espécie de tudo-em-um-pelo-preço-de-meio.

Gosto particularmente de:

Podes chegar a pensar que se vendesses electrodomésticos num centro comercial ganhavas o mesmo, sem metade do stress. 

Vais também reparar que há muita gente convencida que percebe muito do teu trabalho, mesmo que a sua função não tenha nada a ver com o tema. Também pode acontecer que desvalorizem o que fazes porque, no seu entender, não decides nada de importante para o negócio.

Entre as tuas armas estará a tua capacidade de juntar a competência técnica ao conhecimento do sector da tua empresa ou dos teus clientes. Consumirás informação diariamente – e se não gostas de o fazer muda de área, já – porque a cultura e o conhecimento não se disfarçam com jogo de cintura ou jeito para falar.

(…)

Não estou a dizer que não é uma área interessante. Mas o ajuste das expectativas à realidade é o primeiro passo para ter sucesso no mundo do trabalho. No entanto e como disse Daniel Webster: “se me tirassem tudo excepto uma coisa, escolheria manter o poder de comunicar, porque com ele cedo recuperaria tudo o resto”.

Cursos de curta duração à distância

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O Institute for Applied Methods and Analyses in Social Sciences, Advanced Training, no Canadá, divulga que desde o início do mês de outubro aceita inscrições para cursos de curta-duração (regime de e-learning) na área das Ciências Sociais (metodologias quantitativas e qualitativas) em:
* Advanced Applied Methods
* Advanced Management

O investimento de cada formação é de $320.

Para mais informações ler BROCHURA ou explorar o SITE.

«Our goal is to help the preparation of your research material by supporting you in developing better skills in quantitative and qualitative methods in the fields of the Social Sciences».

 

Boas práticas da escrita: no jornalismo e no marketing

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No artigo «7 lessons content marketers can learn from journalists» Daniel Chioco identifica algumas lições que os marketeers deviam aprender com os jornalistas na elaboração de conteúdos. Antes de mais deve-se sublinhar a importância de escrever bem, com frases fluídas e que não causem ambiguidade. Chioco acrescenta: escrever um bom título que incentive à leitura, aprofundar o tema, pesquisar detalhes interessantes ou procurar um ângulo diferente, estar actualizado e a par das últimas novidades, ser conciso e acima de tudo escrever informação de qualidade. Até porque:

News stories are some of the most widely shared pieces of content on any given day, especially as consumers are becoming more opinionated on various topics, and eager to share their opinions. These news pieces are a content strategy that has the ability to go viral, and can inevitably help similar pieces find virality as well.