atitude

Cultura, economia e o desempenho das organizações

Publicado em

Mahmood Reza, em The scorecard and the prism, recomenda dois modelos de gestão da performance particularmente relevantes para as organizações do sector da cultura e das artes: balanced scorecard e the performance prism [Mais informação sobre este modelo AQUI]. Deste modo, Reza recorda que:

«balanced scorecard was developed by Kaplan and Norton as an attempt to counter a rather narrow-minded approach to performance management that relied too heavily on financial measures. Its approach relies on the organisation defining key dimensions of performance for which discreet yet linked measures can be reported. The four categories or ‘perspectives’ are:

  • Customers: Identifying who the target customers are and what is the value proposition in serving them. Example measures could include returning customers, average spend per customer and customer satisfaction surveys.
  • Internal processes: These are the key processes which we must excel at to continue to add value for customers so that we can provide what they want and need. Example measures could include the number of projects completed on time and number of projects completed within budget.
  • Innovation and learning (or learning and growth): There is normally a gap between the current infrastructure of employee skills, information systems and organisational culture and the level necessary to achieve the desired results. The measures such as employee satisfaction, training, internal rewards and recognition should help close the gap. Example measures would include staff retention, staff absenteeism and the number of new shows.
  • Financial: The measures tell us whether our strategy execution and implementation, detailed through measures in the other perspectives, leads to improved bottom-line results. Typical measures would include cashflows, growth in earned income and cost efficiencies.

These measures represent a communication tool to employees and external stakeholders, and are the outcomes and performance drivers by which the organisation should achieve its mission and strategic objectives. A framework for the four perspectives helps describe the key elements of strategy and the framework is made up of objectives, measures, targets and initiatives.

Já no que concerne ao modelo que aposta no desempenho importa considerar todos os elementos da organização no que diz respeito à satisfação, contributo, estratégia, processos e capacidades.

The performance prism was devised by Cranfield University and is a model that considers all organisational stakeholders, without necessarily focusing on one single group. The organisation considers what its stakeholders need and want from the organisation, and consequently what the organisation needs and wants from its stakeholders. This stakeholder-driven model is a good fit for arts organisations.

There are five facets to the performance prism:

  • stakeholder satisfaction
  • stakeholder contribution
  • strategies
  • processes
  • capabilities.

The performance prism is distinct from other models in a number of ways. First, it is stakeholder-driven and not strategy-driven. Second, the concept of stakeholders is more inclusive and does not just consider shareholders. Third, customer success is seen as based on ‘successful’ partnerships and inter-relationships between the organisation and stakeholders. And fourth, measures can be generated and used for all levels within an organisation

When designing the prism, the five facets prompt specific questions (and answers):

  • Stakeholder satisfaction: Who are the key stakeholders and what do they want and need?
  • Strategies: What strategies do we need to put in place to satisfy the wants and needs of the key stakeholders?
  • Processes: What critical processes do we need to put in place to enable us to execute our strategies?
  • Capabilities: What capabilities do we need to put in place to allow us to operate, maintain and enhance our processes?
  • Stakeholder contribution: What contributions do we want and need from our stakeholders if we are to maintain and develop these capabilities?

These two models have aspects in common such as using a broad range of financial and non-financial key performance indicators, linking measures to objectives and what is important to an organisation, not just focusing on the financial measures. My preferred choice is the performance prism because it is stakeholder-driven and reflects the range and diversity of stakeholders that arts organisations work with. The important thing to remember is that an arts organisation needs to be able to answer the question of how it is doing objectively, and then manage what it measures.

O seu a seu dono. Esta informação foi partilhada pelo blogue gestão cultural.

Ser empreendedor está na atitude

Publicado em Atualizado em

A propósito da intervenção de Miguel Gonçalves há uns meses no programa Prós e Contras da RTP eis um artigo que chama a atenção para a atitude a ter na hora de arregaçar as mangas e mostrar o que realmente se vale.

TER SUCESSO NA ESCOLA NÃO É SINÓNIMO DE SUCESSO NO TRABALHO

Uma das coisas que Miguel Gonçalves refere é que de nada lhe vale ter um currículo enorme, se depois na prática a sua utilidade é muito pouca. É claro que estudar e renovar os conhecimentos é sempre importante, mas o essencial é mesmo a prática e a sua capacidade de conseguir vender um produto. Você pode ser muito bom na teoria, mas se isso não o ajuda a conseguir aumentar o número de vendas, o que lhe vale? Os estudos devem ser vistos como um apoio ao sucesso prático do seu trabalho e nunca o contrário. Estude para conseguir mais vendas e clientes. Esse é o ponto central do seu negócio.

FAÇA ALGO DIFERENTE

Enviar currículos para empresas e ficar à espera que seja contactado é a atitude habitual de quem termina a licenciatura. Tal como referiu Miguel Gonçalves, ter esta atitude é fazer igual a toda a gente e com isso, as probabilidades de se destacar são muito menores. O mesmo você não deve fazer no seu trabalho de freelancer. Ficar a divulgar o seu trabalho de forma igual ao que fazem os seus concorrentes, é o primeiro passo para passar despercebido. Use um pouco da sua criatividade e dê a conhecer aquilo que faz de um modo diferente.

A mesma teoria deve ser utilizada no seu produto. Existe uma parte do video em que Miguel Gonçalves refere que “existe uma grande quantidade de designers no mercado”. E o que sugere ele? Que se especializem em áreas que têm boas probabilidades de crescimento nos próximos anos, como o desenvolvimento de aplicações para smartphones. Quando pensar em iniciar o trabalho de freelancer, faça algo inovador e tente imaginar as necessidades do futuro.

NÃO TENHA VERGONHA

Apesar de estar numa plateia recheada de empresários de renome, Miguel Gonçalves não se intimidou e falou como se estivesse no mercado há vários anos. Com isto, conquistou o público e em poucos dias eram divulgados vários videos sobre a intervenção dele. Mas imagine que ele tivesse tinha uma atitude contrária? Imagine que falava calmamente e que passava despercebido? Provavelmente não estaria neste texto a falar sobre ele. O mesmo você deve fazer no seu trabalho de freelancer. Não tenha vergonha e faça-se notar. Seja proativo e faça com que as pessoas se lembrem de si.

FALTA DE CONDIÇÕES NÃO É DESCULPA

Num determinado momento, o empresário falou sobre um jovem que programava num papel há oito meses. Repito: oito meses! E a sua situação apenas foi alterada porque o dono de uma empresa ofereceu-lhe um computador. Este exemplo é a uma excelente demonstração que a falta de condições nunca deve ser desculpa para não se começar algum negócio. Especialmente nos dias de hoje, em que iniciar um blog de qualidade na internet custa meia dúzia de euros. O problema está na falta de prioridades, pois muitas vezes prefere-se gastar esse dinheiro num jantar ou num passeio do que no investimento do próprio negócio.

SEJA HUMILDE

Se reparar, durante todo o video não existiram quaisquer formalidades. Miguel Gonçalves falou durante todo o tempo de um modo bastante direto, o que facilitou o seu discurso. Mais à frente, referiu que era importante os empresários olharem “olhos nos olhos” nos mais jovens, para que a mensagem pudesse ser bem transmitida. Se quiser atingir o sucesso, fale de um modo bastante directo. Para que tenha o exemplo de um conceito empresário da internet, veja este video do Pedro Sorren, no qual este empreendedor brasileiro passa alguns minutos com Gary Vaynerchuk. Tempo suficiente para perceber a humildade de um dos maiores vendedores a nível mundial, mas que mesmo com o sucesso conseguido não deixa de ser simpático para qualquer uma das pessoas.

NÃO FIQUE EM CASA À ESPERA DOS CLIENTES

Sair da rua para vender o seu produto é algo essencial para exponenciar o seu sucesso. Já referi algumas vezes que deve sair um pouco da estratégia habitual de tentar crescer no mundo on-line para começar a focar-se também no off-line, falando em público ou tentando aparecer em nos mídias gratuitamente. É certo que se você trabalha na internet o seu foco tem obrigatoriamente de ser o público na internet, mas não se pode descurar do mundo cá fora, pois esse também pode dar-lhe oportunidades diferentes.

ACRESCENTE VALOR AO TRABALHO

Repare nestas declarações. “Tirei um licenciatura em Gestão de Relações Públicas e Comunicação para empresas. Num país onde há 87% de empresas que não tem mais de nove pessoas, uma empresa dessas compra comerciais não compra gestores de relações públicas”. O que quer ele dizer com isto? Que de pouco lhe vale apostar num mercado que está completamente saturado e no qual as suas hipóteses de conseguir gerar dinheiro são muito poucas. Concentre-se em algo que realmente possa fazer a diferença e que as pessoas sintam necessidade de usar esse produto. Caso contrário, de que lhe vale apostar em algo que as pessoas não vão utilizar?

SEJA PERSISTENTE

A dado momento, Miguel Gonçalves referiu que se “por cada orçamento que desse fechasse um negócio, estava rico! Não funciona uma, não funciona tentasse duas, se não funcionar há de dar à quarenta tentativa!”. Estas frases resumem mais ou menos a atitude que deve ter como freelancer: ser persistente. Os resultados nunca irão aparecer às primeiras tentativas, por isso o mais importante é que não desista às primeiras quedas.

Um outro jovem tornou-se notícia recentemente por ser original na hora de enviar o CV. Ver notícia completa no  Jornal de Negócios.

Um jovem copywriter de publicidade, à procura de emprego, resolveu fazer uma espécie de currículo inovador e enviá-lo aos potenciais empregadores. Três semanas depois, e já sem grandes expectativas de resposta, partilhou a proposta de candidatura na Internet e através das redes sociais. Passado um mês, lá surgiu uma proposta de trabalho.