Sociology & Communication

Barómetro da Comunicação

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Barómetro da Comunicação é um relatório publicado em 2014 com uma análise à evolução do sector dos meios de comunicação em Portugal. Dedica um capítulo à publicidade e outro à «força motriz do mercado de media», o consumidor.

Aceder ao documento em pdf AQUI.

Informação relativamente à recolha da informação: Os dados resultam de um inquérito online administrado a dirigentes de várias empresas e grupos de comunicação que actuam em Portugal. O universo da amostra é constituído por Gestores/Directores/Administradores de títulos de Media a exercer actividade em várias empresas pertencentes a diferentes grupos empresariais (ex: Rádio Renascença, Lusa, Sábado, Record, O Jogo, Correio da Manhã, TVI, RTP, SIC, Zon, Economicasgps, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, etc.). Foram validadas 52 respostas dadas por Gestores/Directores/Administradores de vários grupos de Media. No entanto, nem todos os inquiridos optaram por responder à totalidade das questões colocadas. A informação foi recolhida com base num inquérito por questionário disponibilizado online, elaborado pelo OberCom, através do sistema LimeSurvey. [OberCom]

Porque importa insistir na literacia mediática?

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media+literacy+wordle

Diariamente somos bombardeados por informação, muitas vezes por verdadeiro lixo tóxico que em nada contribuiu para o nosso conhecimento. E isso ocupa espaço e rouba-nos o tempo que deveria estar a ser usado em situações mais úteis. Tudo isto vem a propósito do artigo, escrito pela jornalista freelance Lindsay Beyerstein, no Columbia Journalism Review, intitulado Can news literacy grow up?

E a jornalista começa por contar o choque de Howard Schneider quando preparava um programa de um curso de jornalismo por verificar que a maioria dos alunos de jornalismo não fazia qualquer distinção do tipo de informação que lia ou ouvia em todo o lado e resistiam à leitura de informação que colocasse em confronto perspetivas diferentes. Preferiam, claro está, a papinha toda feita.

Quase uma década depois, o cenário tornou-se bem mais catastrófico do ponto de vista do volume de conteúdos produzido e disseminado pelas redes sociais. A dificuldade em selecionar e filtrar a informação, mas acima de tudo, em a saber usar de modo crítico, são lacunas difíceis de contornar quando se instalam rotinas de usar logo a primeira informação que aparece pela frente.

Foi por isso que em 2005, Schneider  se convenceu que « a modern journalism school could no longer teach only journalism; it needed to reinvent itself as the purveyor of a core competency for the entire student body: the ability to be savvy and critical consumers of news and information». A rapidez com que tudo se processa nos meios de comunicação fazem com que Lindsay afirme: Meanwhile, the need for news literacy has only grown.

No artigo destaque-se ainda os seguintes parágrafos:

«Where the movement once worried about blogs, left-right bias, and how to decode the front page of a newspaper, it now confronts a booming content-marketing business that is cranking out native advertising, all manner of “sponsored content,” and glossy magazines and slick docu-ads produced by corporations that look and sound a lot like journalism».

«“Contributor networks,” in which “experts” and others self-publish for little or no money and without even a cursory edit, are sprouting like barnacles on the hulls of legacy news brands. Hoaxes and plagiarism are disturbingly common, factchecking has been turned over to the digital mob, and Facebook is considered a major news source».

Por isto e pela dificuldade que a maioria da população tem em distinguir o trigo do joio, a inclusão da educação para os media e da competência de literacia mediática é uma prioridade de todos.

Voltando ao artigo: News literacy’s mission—to help give people the critical-thinking skills necessary to discern what is trustworthy in this churning informational stew—is crucial.

O grande problema continua a ser porém a verificação desta competência. Porque «In theory, critical-thinking skills are teachable, but in practice they are difficult to define and measure».

A ciência da persuasão

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Desde os primeiros estudos que se concentraram na análise dos efeitos dos meios de comunicação, os meandros da persuasão, são uma das grandes preocupações dos investigadores e profissionais da comunicação. A identificação da lei do emissor (e a sua importância no processo comunicativo), mas também a existência de mecanismos que limitam a atenção e a memorização das mensagens mediáticas, são hoje elementos que continuam a despertar o interesse de todos aqueles que têm que fazer a gestão de mensagens. Uma preocupação maior do que aquela que mobilizou os primeiros estudos, no início do séc. XX.  Na verdade, o turbilhão de mensagens com que somos bombardeados, a rapidez e, por vezes ligeireza, como nos transmitem a informação, obrigam a que se repense como é que se pode assegurar a eficácia comunicativa. Neste vídeo são identificados alguns princípios da ciência da persuasão.

A urgência do jornalismo (I)

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crise dos media JORNAL SOL

Ouvir «Tevê», música de ZECA BALEIRO

 «Existe uma crise dos media, mas não dos leitores»

Francesca Borri

É verão. Os corpos pedem preguiça e sol. A boca refresca-se à beira-mar seja  com uma bebida ou um cremoso gelado. Pode-se pegar num livro, um ipad ou num cinzentão pedaço de folhas onde desfilam notícias sobre a crise, a lata dos políticos, a falta de justiça, mais um assalto ou mais um incêndio. Tropeçamos em inquéritos bobos, não-notícias ou folhetins de vidas que nada acrescentam à nossa existência. Também podemos colocar de lado os jornais para entrar numa qualquer rede social e tomar o pulso à realidade. Vemos gente indignada pela maldade que fazem aos animais, um ror de gente enraivecida com a jornalista-sempre-na-moda. Os salários não esticam e vem aí Setembro com todas as despesas e resoluções para  mais uma longa jornada até ao próximo verão. Faz sol, faz chuva, os termómetros sobem abruptamente em Lisboa, e anunciam que o país está em rescaldo. Já chafurdamos num pântano e puseram-nos de tanga. Mas é nas redes sociais que vemos a vida em fragmentos, pequenos posts que muitas vezes nem lemos por inteiro mas que nos colocam a par de tudo o que se passa. Andamos assim com a vida pela metade, pejada de elipses e somas de pedaços que cada um organiza como quer. Ainda por cima, agora, dizem, estamos na silly season e os acontecimentos com que somos bombardeados esbarram na passividade dolente de um corpo que, mais uma vez se estica no sofá «E a vida a passar/ a vida sempre a passar», como canta Zeca Baleiro na música Tevê. De repente, esbarro com a frase da jornalista Francesca Borri num artigo de opinião de Nuno Ramos de Almeida no JORNAL I sobre a realidade do jornalismo dos nossos dias e fico a pensar na crise dos media, na falta de artigos que nos façam ficar colados ao jornal, na ausência de um jornalismo próximo das pessoas. Um jornalismo que não se deixe ofuscar pela higienização de uma qualquer redação televisiva onde a jornalista que se dá ao luxo de despender de umas centenas de euros por mais um par de louboutines se indigna perante os valores, ou a falta deles, de um jovem esbanjador, agora transformado em estrela. De tanto dinheiro se enche o ecrã, tanto brilho que até ofusca, mas o que queríamos, nós os leitores, era que dessem espaço a um outro jornalismo, chamemos-lhe de sapatilhas, dessas gastas pelo uso, pela ânsia da procura da melhor história ou do melhor ângulo. Queremos mais histórias contadas pelas Borris desta vida que estão realmente no terreno, sem paraquedas ou salário certinho, queremos de lado «o simplismo e o sensacionalismo», não queremos mais «cortes abruptos na qualidade da comunicação social». Porque como diz Nuno Ramos de Almeida: «Os leitores continuam a querer compreender aquilo que acontece no mundo e isso exige um jornalismo que vá para além da histeria das aparências, feito por jornalistas que vão aos locais para contar as histórias e entender as pessoas e as suas circunstâncias».

Mais escandaloso que o tempo e o modo como Judite Sousa entrevistou um jovem milionário com pouca história é o facto de nenhum órgão de comunicação social nacional ter conseguido enviar um jornalista para o Egipto. Não é o público que só consegue ler as Pepas e os Lorenzos desta vida, é a comunicação social que está a decretar o seu próprio suicídio.

Se lermos a “História de Portugal” organizada por José Mattoso, verificamos que no início do século xx, com uma população escassamente alfabetizada, “O Século” e o “Diário de Notícias” vendiam, cada um, cerca de 100 mil exemplares por dia. Em pleno século xxi, os nossos jornais têm muito menos leitores. Não foram eles que desapareceram, são os jornais, a comunicação social e os jornalistas que não estão a cumprir devidamente o seu papel de informar com qualidade. O que fazem não serve.

[origem: Nuno Ramos de Almeida in Jornal I]

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A SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO está a tornar-se uma realidade. O seu surgimento ocorre no meio de uma época de mudanças sociais de alta velocidade, a nível mundial, presentes em todos os cantos do globo. Sistemas e redes sociais de comunicação ligadas a personalidades, organizações e comunidades ativas e interativas operam em novas estruturas, que moldam transformações nas atividades humanas nos mundos pessoal, público e do trabalho. Esses sistemas estão desde já ligados, inseparavelmente, a um desenvolvimento tecnológico de ambientes de informação e comunicação até bem pouco tempo inimaginável. Via mídia e multimídia eles se acoplam a novas formas de convívio social que requerem ainda a sua aprendizagem consciente.

Fonte: Para uma teoria sociológica da comunicação

A revolução digital

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Imagem retirada de voltairenet.org (DR)

‘Social media now hold a vital place in this media ecosystem, filling informational voids left by the still bridled state and traditional media.’

Social media now hold a vital place in this media ecosystem, filling informational voids left by the still bridled state and traditional media. Words written on them also round off the unknowing edges of reporting done by foreign media who fail at times to understand certain cultural, political or societal dimensions of their stories.

See complete text in The Revolutionary Force of facebook and twitter.