Porque importa insistir na literacia mediática?

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Diariamente somos bombardeados por informação, muitas vezes por verdadeiro lixo tóxico que em nada contribuiu para o nosso conhecimento. E isso ocupa espaço e rouba-nos o tempo que deveria estar a ser usado em situações mais úteis. Tudo isto vem a propósito do artigo, escrito pela jornalista freelance Lindsay Beyerstein, no Columbia Journalism Review, intitulado Can news literacy grow up?

E a jornalista começa por contar o choque de Howard Schneider quando preparava um programa de um curso de jornalismo por verificar que a maioria dos alunos de jornalismo não fazia qualquer distinção do tipo de informação que lia ou ouvia em todo o lado e resistiam à leitura de informação que colocasse em confronto perspetivas diferentes. Preferiam, claro está, a papinha toda feita.

Quase uma década depois, o cenário tornou-se bem mais catastrófico do ponto de vista do volume de conteúdos produzido e disseminado pelas redes sociais. A dificuldade em selecionar e filtrar a informação, mas acima de tudo, em a saber usar de modo crítico, são lacunas difíceis de contornar quando se instalam rotinas de usar logo a primeira informação que aparece pela frente.

Foi por isso que em 2005, Schneider  se convenceu que « a modern journalism school could no longer teach only journalism; it needed to reinvent itself as the purveyor of a core competency for the entire student body: the ability to be savvy and critical consumers of news and information». A rapidez com que tudo se processa nos meios de comunicação fazem com que Lindsay afirme: Meanwhile, the need for news literacy has only grown.

No artigo destaque-se ainda os seguintes parágrafos:

«Where the movement once worried about blogs, left-right bias, and how to decode the front page of a newspaper, it now confronts a booming content-marketing business that is cranking out native advertising, all manner of “sponsored content,” and glossy magazines and slick docu-ads produced by corporations that look and sound a lot like journalism».

«“Contributor networks,” in which “experts” and others self-publish for little or no money and without even a cursory edit, are sprouting like barnacles on the hulls of legacy news brands. Hoaxes and plagiarism are disturbingly common, factchecking has been turned over to the digital mob, and Facebook is considered a major news source».

Por isto e pela dificuldade que a maioria da população tem em distinguir o trigo do joio, a inclusão da educação para os media e da competência de literacia mediática é uma prioridade de todos.

Voltando ao artigo: News literacy’s mission—to help give people the critical-thinking skills necessary to discern what is trustworthy in this churning informational stew—is crucial.

O grande problema continua a ser porém a verificação desta competência. Porque «In theory, critical-thinking skills are teachable, but in practice they are difficult to define and measure».

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