E que tal repensar a «ciência»?

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A urgência da produção científica, os rácios, rankings, factores de impacto e demais pressões, regra geral, produzem maus resultados. Não se faz ciência do pé para a mão e a investigação precisa de tempo, reflexividade e maturidade intelectual que só ocorre com experiência a longo prazo. Antes de se transformar o mundo num caos de números, tabelas e incongruências quantitativas porque não ponderar critérios mais realistas e onde um factor como qualidade seja um pressuposto dado como adquirido.

Já se estava a ver que isto de andar a atribuir valorizações conforme as citações de um dado artigo iria dar maus resultados. Este mau exemplo vem do Brasil – ler artigo SINTOMAS DE UMA CIÊNCIA DOENTE – onde é denunciada a estratégia de quatro revistas brasileiras para subiram o factor de impacto:

A tentativa de burlar o sistema demonstra uma ciência doente, regida por uma rígida avaliação que leva em conta o número de publicações e o FI das revistas em que os pesquisadores publicam. Toda esta cobrança faz com que pesquisadores de todo o país entrem numa corrida por publicar um artigo atrás do outro e são forçados a “esquecer” que existe vida fora dos laboratórios, universidades e centros de pesquisa. Palestras, textos em linguagens simplificadas e utilização de outros meios para divulgar a pesquisa para um público não especialista é um hábito praticamente em extinção na comunidade científica brasileira.

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